
A vencedora da taça de Portugal de Downhill Urbano reside em Joane. No segundo ano a praticar
a modalidade, Daniela Costa venceu a concorrência numa competição que é muito exigente,tanto física como financeiramente. Para o ano a ambição é maior.
É de Joane a vencedora da taça de Portugal de Downhill Urbano. Daniela Costa assegurou o título em Outubro, ao cabo das seis provas que compõe a competição. A vitória de Daniela, que defendeu as cores da Associação Teatro Construção/Trilhos Bike, surgiu ao segundo ano em que esteve em competição. Refira-se que em 2007, ano em que se estreou, Daniela Costa havia terminado a prova na segunda posição.
Para além do título, a atleta joanense alcançou ainda a terceira posição no campeonato nacional de Downhill, que se disputa numa só prova, e foi quarta classificada lugar na taça de Portugal de Downhill, saindo prejudicada por não ter participado nas duas últimas provas devido a lesão, numa altura em que ocupava a segunda posição.
Aliás, Daniela Costa considera que a experiência com a ATC não correu de feição, adiantando que da parte da instituição nunca sentiu o apoio necessário. “Nunca quiseram saber de nada, apesar de levar o nome da ATC a todo país. Partimos do princípio que teríamos contrapartidas, logísticas ou outras, mas nada disso se passou. Não deram valor e senti-me bastante desapoiada”, lamenta.
Por isso, “resolvemos avançar com um projecto novo” ligado à empresa Trilhos Bike, principal patrocinador, e que passa pela criação de uma escola de BTT. Daí que na próxima época “alimentamos mais expectativas”.
Daniela Costa é ambiciosa por natureza e se esta época venceu a taça na próxima temporada tem outras metas. “Se este ano ganhei a taça para o ano quero triunfar no campeonato nacional. Se conseguir os quatro títulos melhor ainda. É sempre o que tento fazer de um ano para o outro”, conta.
Natural de Gondomar, embora resida em Joane há relativamente pouco tempo, Daniela salienta que esta é uma modalidade muito exigente, não apenas do ponto de vista físico, mas também ao nível do investimento. “É um esforço pessoal muito grande. O material é muito caro e se não fosse o apoio da Trilhos Bike não tinha condições para competir no nacional”, sustenta, anotando que a bicicleta que usa implicou um investimento superior a 3 mil euros. A esse montante acresce os custos de manutenção e substituição do material danificado, as deslocações e o valor da inscrição para as respectivas provas, que se realizam por todo o país. “Temos que fazer muitas contas, o que torna tudo muito complicado”, argumenta.
Apesar de ser ainda um meio maioritariamente masculino, Daniela Costa frisa que a competição feminina tem evoluído, atraindo maiores atenções, o que é vantajoso para os patrocinadores. “Este ano vamos apostar num método diferente, tanto de treino como de competição. Vamos aparecer com uma imagem inovadora, resultante do projecto que estamos a realizar, juntamente com a Trilhos Bike”.

O intuito, revela a atleta, passa por criar uma associação, preenchendo a lacuna que o ATC não foi capaz de superar. “Não nos restava alternativa, pois só assim conseguiremos outros apoios. Vamos avançar com uma escola para permitir aos jovens iniciar a competição e iremos ter downhill e cross country. Estamos a trabalhar nesse processo porque convém que as coisas estejam bem alinhavadas. Só assim poderemos ter sucesso”, sublinha, avançando que este é um tipo de desporto acessível a qualquer um.
O “gosto pela modalidade” é o princípio de tudo. A preparação depende dos “objectivos de cada um”, frisa Daniela, revelando que enveredou pela modalidade por acaso. “Comecei por fazer transporte a um grupo de amigos e por brincadeira participei numa prova na Serra da Estrela e fiz o segundo lugar. As pessoas acharam que tinha potencial e incentivaram-me”.
Mas a participação numa competição nacional implica grandes sacrifícios. “Temos que acordar cedo para treinar e fazê-lo à chuva, ao frio e debaixo de lama. Temos mesmo que gostar muito”, nota, salientando que o campeonato nacional é “muito longo”, havendo meses em que “competimos todos os fins-de-semana”.
Fonte: JEV






























