Participante em passeio de BTT partiu dedo e pagou 100 euros para activar seguro
Mário Januário e o sogro, adeptos de BTT, participaram num passeio organizado pela Câmara Municipal de Benavente. O que não estava previsto no programa foi a queda que o sogro de Mário Januário sofreu e que originou a fractura de um dos dedos da mão esquerda. Quando o acidentado se dirigiu à companhia de seguros, com quem a autarquia tinha contratualizado o seguro de acidentes pessoais do passeio, organizado em Outubro na Companhia das Lezírias, qual não foi o seu espanto quando teve que pagar uma franquia de 100 euros. Além disso o seguro não cobria uma possível baixa de trabalho. “Será que a Câmara de Benavente não tem dinheiro para fazer um seguro que minimamente assegure os participantes nos passeios de BTT?”, interroga-se o cidadão.
De acordo com a portaria n.º 757/93 de 26 de Agosto “as entidades que promovam ou organizem provas desportivas abertas ao público têm de efectuar um seguro temporário de acidentes pessoais a favor dos participantes não cobertos pelo seguro desportivo ou pelo seguro escolar”.
As câmaras municipais que organizam as provas fazem seguros, mas nem todas suportam o pagamento da franquia, em caso de ser necessário activar o seguro. É este o caso da Câmara Municipal de Benavente.
A vereadora com o pelouro do desporto da Câmara Municipal de Benavente, Clarisse Castanheiro, apenas acha estranho que o segurado tenha pago 100 euros de franquia, quando nos casos dos passeios de BTT, e de acordo com as condições gerais constantes na apólice, o valor a pagar são 25 euros e não 100, como aconteceu. Segundo a autarca 100 euros é a franquia a pagar em modalidades como o futebol ou o futsal.
A vereadora afirmou ainda que já foi enviado um fax à seguradora, com quem a autarquia contratualizou o seguro de acidentes pessoais, a pedir esclarecimentos. Lamenta o facto do acidentado não a ter contactado, assumindo ainda o compromisso de que a autarquia de Benavente “tudo vai fazer o que estiver ao seu alcance para ajudar a resolver o problema”.
Ao contrário da Câmara Municipal de Benavente, as autarquias de Abrantes e Vila Franca de Xira garantem o pagamento das franquias em caso de acidente. Luís Valente, chefe da divisão dos serviços de desporto e juventude da Câmara Municipal de Abrantes, assegura que “todas as actividades desportivas organizadas ocasionalmente pela autarquia, como são os casos dos passeios de BTT, têm sempre um seguro de acidentes pessoais e de responsabilidade civil associados”. Contudo os seguros apenas abrangem as coberturas obrigatórias pela lei.
Nos casos de morte e/ou invalidez está previsto um pagamento de cerca de 24.100 euros, enquanto que para despesas de tratamento o valor estipulado são 4000 euros. Para o seguro de responsabilidade civil está definido um valor de 250.000 euros. Não há lugar ao pagamento de qualquer franquia por parte dos segurados caso os seguros sejam accionados. O mesmo acontece em Vila Franca de Xira. Também ao abrigo da lei “todos os passeios de BTT organizados pela autarquia estão abrangidos por um seguro de acidentes pessoais e outro de responsabilidade civil”, assegura o assessor de imprensa da autarquia, Mário Nuno Duarte. No primeiro 25.000 euros é o valor a pagar no caso de morte e/ou invalidez e cobre até 2500 euros em despesas de tratamento. No caso do seguro de responsabilidade civil o valor vai até aos 250.000 euros. Existe a obrigatoriedade do pagamento de uma franquia no valor de cinquenta euros, mas segundo Mário Nuno Duarte a despesa é “suportada integralmente pela câmara”.
fonte: Mirante.pt








































